quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Desta vez..

As conversas eram cada vez mais escassas e reduzidas. Parecia que nada mais havia a acrescentar depois daquele tempo todo. Embora ambos soubessem que ainda havia muito por sentir. Tentavam controlar-se ao máximo (vá-se lá saber o porquê) nas poucas palavras que ainda trocavam, contrastando com os pensamentos mais lascivos e audazes, que possam existir na mente de um ser humano, com o sangue a ferver-lhe a todos os instantes, na busca do insano, da luxúria pura.
Até que um deles ousou dizer:
"- Sei do que precisamos..."
Ao qual ela perguntou:
" - De que é que precisamos?"
Ele respondeu:
" - Precisamos de fodermo-nos, eu a ti, tu a mim..." 
Ela desviou a conversa brincando com a situação e despediu-se do diálogo, porque estava na sua hora de sair.
Mas depois, todo aquele palavreado não lhe saíra da mente e mais uma vez imaginou-os num daqueles quartos de motel cheios de espelhos, onde tantas vezes viveram as suas loucuras.
Imaginou-se, desta vez, a querer algo diferente...nunca tivera um espelho por baixo deles, fechou os olhos para visualizar melhor o que o pensamento lhe estava a mostrar.
Conseguiu de facto. Era uma visão excelente que lhe acordava todos os sentidos.
Agora só lhe faltava a ousadia de lhe responder à letra, perguntando-lhe:
" - Quando e horas?"


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Dia da mulatinha...

No passado dia 8, festejou-se o dia da mulata. Também elas têm direito a um dia e como sou contra o racismo, decidi que ficava bem aqui, uma postagem sobre elas, visto que as fotos que costumo publicar no blog são sempre de mulheres brancas.
Eu acho a mulher mulata muito bonita, e se eu pudesse escolher o meu tom de pele, seria com toda a certeza este.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Hibernação

Uma mistura de desmotivação com um pouco de comodismo, levou-me a afastar de tudo aquilo que fazia mover os meus dedos e postar aqui o que me passava na mente. Falta-me a pica, a adrenalina, estou naquela fase do "tanto faz", quase nada nem ninguém importa, quase nada nem ninguém me dá alento para que eu consiga exercitar esta mente contrariada de altos e baixos repentinos. Não me apetece fingir tesão. Estou numa espécie de hibernação, que mais cedo ou mais tarde acabará. Vivo sem pressas, sem motivos para me justificar porque me sinto assim. Também tenho o direito de ser uma pessoa normal. Não que a anormalidade me canse, mas sim, porque quero ver e testar até onde esta minha pausa me leva. 
Se continuo a ter desejos?
Claro, esses estiveram sempre aqui, agora mais calmos à espera que algo ou alguém os consiga despertar e tirar-me desta dormência...


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Volta e Meia

"Volta e meia e eu finjo que te esqueço, volta e meia, viras tudo do avesso, mas...se volta e meia for aquilo que eu te peço, troca-me as voltas e vê...
Volta e meia e eu finjo que te esqueço, volta e meia, viras tudo do avesso, mas...se volta e meia for aquilo que eu te peço, troca-me as voltas e vê...o que acontece!"


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Só uma palavra...

Jaasuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuss................!

Não sei porquê, mas quando vi esta foto lembrei-me de uma amiga minha..!
Há gajas com sorte não há?
Ou será azar?!...
Hummm...


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Despida

"Sabes que mais?
Despi-me.
Despi o corpo de culpa.
Passei  metade da vida a tentar ser correta, a querer ser ponderada, a exigir[me] ser leal.
Vesti-me com os melhores valores, rodeei-me das melhores práticas e fiz, quase sempre, a aposta certa.
Se nunca falhei? Claro que sim. Falhei. Falhei demasiadas vezes. As vezes necessárias para me fazer levantar, para limpar as feridas e seguir em frente. Seguimos sempre em frente, não é? Com mais ou menos mazelas, mas somos dos duros. Dos que não vergam. Dos que acreditam que o bem irá sempre triunfar. E por isso seguimos.
Fui eximia no sentir. Senti sempre em doses exageradas. O que sinto hoje é na exacta proporção do que sei que vou sofrer amanhã. Sempre foi assim. E desconfio que já não irá mudar.
No entanto, hoje, descobri - como quem descobre uma fórmula de que há muito estava à espera - que fui assim, durante este tempo todo, mais pelos outros do que por mim.
Somos leais com os outros, sentimos pelos outros.
Sabes que mais?
Cansei!
Cansei de não ir porque não é correto, de não fazer porque não é sensato, de não sentir para não magoar.
Despi-me de culpas. Deixei-as lá fora. Despi-me das culpas que carregamos. Não faço porque...Mas eis que, agora, apetece-me fazer, apetece-me ir e apetece-me sentir [me].
Eu. Agora, eu, porra! Sem culpas.
Talvez me digas: «Já não tens idade para ser rebelde.»
E eu talvez te responda: «O que eu não tenho idade é para continuar a não viver.»
Despi o corpo de culpas.
E talvez o dispa de roupas também.
Ou talvez dispa a alma.
Com calma.
Talvez vá.
Talvez faça. 
Talvez seja.
E talvez [me] veja.
E se te parecer desconexa, insana.
Se te deitar na minha cama, se te desejar mesmo sem te querer.
E se te parecer mais solta e menos ponderada.  
Mais desprendida, menos apaixonada.
Não te preocupes.
Estarei a viver sem culpas, sem viver amedrontada.
O que, agora, vês em mim é o meu tudo. 
Porque antes querer viver tudo do que acabar por morrer sem nada."

(Só que não)


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Espanholada

Em tempos não era apreciadora desta "iguaria"...talvez porque não preenchesse as medidas de uma mão masculina, assim como gostaria.
Mas com o passar dos anos, uns quilitos a mais, julgo que me vieram favorecer algumas partes do meu corpo, das quais eu até nem achava muito atrativas. E é com uma satisfação enorme que hoje, ao praticar esta "modalidade", reparo que até gosto de proporcionar prazer desta forma.
Mudam-se os tempos, aperfeiçoam-se as vontades.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

As cinquenta sombras livre

Sim, também fui das que leu os livros todos com algum entusiasmo à flor da pele e vi os filmes com alguma decepção à mistura. Mas, com ou sem decepção também vou ser uma das que não vai perder o terceiro e último capítulo cinematográfico desta saga.
Venha ele, para que eu possa avaliar e quem sabe, tirar algumas dicas para a vida real.